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 AGORA É TOTAL: O INÍCIO DO ADEUS AO PRÉ-SAL

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Ricardo Latgé M. Azevedo



Mensagens : 2
Data de inscrição : 02/03/2017
Idade : 60
Localização : Niterói - RJ

MensagemAssunto: AGORA É TOTAL: O INÍCIO DO ADEUS AO PRÉ-SAL   Sab Mar 04, 2017 11:53 am

Com a venda pela Petrobras de 35% de participação no campo de Lapa, em produção no horizonte geológico do Pré-Sal, para a francesa Total, a petrolífera francesa passa a ser a primeira operadora nessa província além da Petrobras.
A Petrobras, que era operadora e tinha participação de 45% no campo de Lapa (BM-S-9), passa a ter 10%. A BG (Shell) e a RepsolSinopec mantiveram suas participações de 30% e 25%, respectivamente. Para o bem ou para o mal, esse é um fato histórico.

A Petrobras vendeu, ainda, participação de 22,5% nos campos do Pré-Sal de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, resultantes do esfacelemento ilegal de Iara (mesmo bloco do campo de Lula: BM-S-11) promovido no governo Dilma. Pelo menos nesses campos, a Petrobras continuará como operadora.

A Petrobras vendeu também 50% de participação na Termobahia, incluindo as termelétricas Rômulo de Almeida e Celso Furtado, que estão interligadas ao terminal de regaseificação, ao qual a Total terá acesso para suprir essas termelétricas.

Em compensação, a Petrobras terá, além de míseros US$ 2,225 bilhões, outros “extraordinários ativos”: opção de aquisição de 20% de participação no bloco 2 da área de Perdido Foldbelt, no setor mexicano do Golfo do México, assumindo apenas as obrigações futuras proporcionais à sua participação; carta de intenção para estudos exploratórios conjuntos nas áreas exploratórias da Margem Equatorial e na Bacia de Santos; e acordo de parceria tecnológica nas áreas de petrofísica digital, processamento geológico e sistemas de produção submarinos.

Parece que a Total mostra grande visão estratégica, enquanto a Petrobras mostra grande ausência dela. O mais triste é a falta de transparência nos negócios da Petrobras, agora com o nome bonito de Acordo Geral de Colaboração (Master Agreement).

Por: Paulo César Ribeiro Lima (Engenheiro, ex-funcionário da Petrobras e assessor parlamentar no Congresso Nacional
http://www.tijolaco.com.br/blog/petrobras-perde-posicao-de-unica-operadora-do-pre-sal-os-franceses-agradecem/


VEJA A SEGUIR A NOTA DA PETROBRAS ANUNCIANDO A ENTREGA

Fato Relevante - Petrobras e Total selam sua Aliança Estratégica com a assinatura de contratos definitivos
01/03/2017
Rio de Janeiro, 01 de março de 2017 - Petrobras e Total informam que assinaram, ontem, os contratos de compra e venda relacionados aos ativos da Aliança Estratégica definidos no Acordo Geral de Colaboração (Master Agreement), firmado em 21/12/2016.

Os contratos assinados ontem selam a Aliança Estratégica entre as duas companhias, criando novas parcerias nos segmentos de upstream e downstream, juntamente com o fortalecimento da cooperação tecnológica que abrange as áreas de operação, pesquisa e tecnologia. Essa Aliança Estratégica permite que ambas as empresas combinem suas experiências, reconhecidas mundialmente, em todos os segmentos da cadeia de petróleo e gás natural, no Brasil e exterior.

Os contratos firmados foram:

– Cessão de direitos de 22,5% da Petrobras para a Total, na área da concessão denominada Iara (campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, que estão sujeitos a acordos de unitização com a área denominada Entorno de Iara, sob regime de cessão onerosa, na qual a Petrobras detém 100% de participação), no Bloco BM-S-11. A Petrobras continuará como operadora e a deter a maior participação nessa área, com 42,5%. A parceria com a Total trará como benefícios a desoneração de investimentos e a incorporação de soluções tecnológicas para o seu desenvolvimento a serem estudadas em conjunto, maximizando a rentabilidade e o volume de óleo a ser recuperado. A BG E&P Brasil – companhia subsidiária da Royal Dutch Shell plc, com 25% e a Petrogal Brasil, com 10%, também fazem parte desse consórcio.

– Cessão de direitos de 35% da Petrobras para a Total, assim como a operação, na área da concessão do campo de Lapa, no Bloco BM-S-9, ficando a Petrobras com 10%. O campo de Lapa encontra-se em fase de produção, tendo iniciado sua operação em dezembro de 2016. A Total, como operadora deste campo, trará benefícios para o consórcio, ao incorporar sua valiosa experiência em projetos de águas profundas para as próximas fases do desenvolvimento desafiador de Lapa, que possui características distintas dos demais campos do pré-sal em operação. A BG E&P Brasil – companhia subsidiária da Royal Dutch Shell plc, com 30% e a RepsolSinopec Brasil, com 25%, também integram esse consórcio.

– Venda de 50% de participação da Petrobras para a Total na Termobahia, incluindo as térmicas Rômulo de Almeida e Celso Furtado, localizadas na Bahia. As duas térmicas estão ligadas ao terminal de regaseificação, localizado em São Francisco do Conde, na Bahia, onde a Total terá acesso à capacidade de regaseificação visando o suprimento de gás para as térmicas. Essa iniciativa constitui-se em uma parceria inovadora no mercado térmico brasileiro.

Os contratos acima se somam a outros acordos já firmados em 21/12/2016, que são: (i) Carta que concede à Petrobras a opção de aquisição de 20% de participação no bloco 2 da área de Perdido Foldbelt, no setor mexicano do Golfo do México, assumindo apenas as obrigações futuras proporcionais à sua participação; (ii) Carta de Intenção para estudos exploratórios conjuntos nas áreas exploratórias da Margem Equatorial, e na Bacia de Santos; e (iii) Acordo de parceria tecnológica nas áreas de petrofísica digital, processamento geológico e sistemas de produção submarinos.

Com as transações firmadas ontem, a Total pagará à Petrobras o valor global de US$ 2,225 bilhões, composto de US$ 1,675 bilhão à vista, pelos ativos e serviços, uma linha de crédito que pode ser acionada pela Petrobras no valor de US$ 400 milhões, representando parte dos investimentos da Petrobras nos campos da área de Iara, além de pagamentos contingentes no valor de US$ 150 milhões.

As conclusões das operações estão sujeitas às aprovações dos órgãos reguladores competentes e ao potencial exercício do direito de preferência dos atuais parceiros na área de Iara, além de outras condições precedentes.

Para a Petrobras, a realização dessa Aliança Estratégica é uma parte importante do Plano de Negócios e Gestão 2017-2021, ao intensificar o compartilhamento de informações, experiências e tecnologias, avançar no fortalecimento da governança corporativa, além de melhorar a financiabilidade da companhia, através de mitigação dos riscos, entrada de caixa e desoneração dos investimentos.

Para a Total, as novas parcerias com a Petrobras reforçam sua posição no Brasil, através da sua participação em novos campos da Bacia de Santos e da sua entrada na promissora cadeia de valor do gás natural.

*****

Total e Petrobras:

Atualmente, a Petrobras e a Total são parceiras em 19 consórcios de exploração e produção. No Brasil, são parceiras na área de Libra, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção, localizada no pré-sal da Bacia de Santos. No exterior, são parceiras no campo de Chinook, no Golfo do México nos EUA, no campo de águas profundas Akpo, na Nigéria, e nos campos de gás de San Alberto e San Antonio/Itau, na Bolívia, além de serem sócias no gasoduto Bolívia-Brasil.

Sobre a Petrobras:

A Petrobras é uma empresa integrada de energia com foco em óleo e gás, reconhecida como líder de exploração e produção em águas profundas e ultra-profundas, operando principalmente no Brasil. Atualmente, a Petrobras produz 2,86 milhões de barris de óleo equivalente por dia. A companhia tem como valores o respeito à vida, às pessoas e ao meio ambiente; ética e transparência; orientação ao mercado; superação e confiança; e resultados. www.petrobras.com.br

Sobre a Total:

A Total é uma empresa integrada de energia, sendo uma das principais empresas internacionais do setor de óleo e gás natural e a segunda maior operadora de energia solar do mundo, com a SunPower. Seus 96.000 funcionários têm compromisso com a energia mais segura, limpa, eficiente, inovadora e acessível ao maior número de pessoas possível. A Total, como cidadã corporativa responsável, se concentra em garantir que suas operações, em mais de 130 países, produzam benefícios econômicos, sociais e ambientais de forma consistente. www.total.com
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